Já era fim do dia quando o ônibus despachou uma turma de 40 viajantes e suas pesadas mochilas na estação. Apesar de quente, o tempo não era dos mais receptivos, nuvens cinzas cobriam o céu de Surfers. Eu fui a única a ficar no albergue Surf n Sun. Nota vermelha pra ele, longe, quarto pequeno e banheiro menor ainda, sem entrar nos detalhes de higiene. Tomei meu banho e saí pra rua atrás de uma boa comida e uma caminhada de reconhecimento do território. Tive um jantar de rainha no Hard Rock Café, com entrada, prato principal e sobremesa que levantou meu ânimo. Uma boa boquinha sempre faz bem! Voltei pro meu albergue-cocô e, cansada, fui pra cama antes que as galinhas.
Depois de dez horas de sono, acordei no nublado céu de sábado e programei minha atividade do dia. Com aquele tempo não quis me frustrar indo pra praia, então comprei meu passaporte da alegria: uma entrada pra um dos vários parques de diversão de Surfers Paradise. Escolhi o parque aquático Wet n Wild, onde fiz amizade com três guris da Arábia Saudita. Antes de encontrar meus futuros amigos árabes, tentei me divertir nos brinquedos na minha solitária companhia, mas vou contar que dessa vez foi meio difícil e ridículo estar sozinha. Além da amizade, que rendeu em uma saída na noite de Surfers, ganhei um apelido dos meninos: Alimama, a versão feminina de Alibaba, aquele que está sempre viajando...
Ainda no segundo dia me dei um segundo agrado: uma massagem nos pés numa clínica chinesa de reflexologia. Além de estarem a mais de cinco meses sem ver uma pedicure, ou seja, apresentarem similaridades com uma lixa de construção, meus pés meus queridos pés que me aguentam o dia inteiro têm dado sinais críticos de cansaço, as vezes sinto uns choquinhos nada familiares. Super estranho.
Felizmente meu 3° e último dia em Surfers foi de céu de brigadeiro. Fiz check-out do albergue às 10 horas da manhã pra nunca mais voltar. Cruzes. Fui correndo pra praia e foi aí que senti melhor a vibe de Surfers. Deu vontade de ficar bem mais... “Eu tava de chapéu de palha, na praia, tomando um sol...”.



Próxima parada, Brisbane.

Hoje, dia 28, finalmente consegui lagartear por uma hora na pra praia de Byron Bay. A previsão do tempo se enganou tremendamente e ao invés de trovoadas a sexta-feira amanheceu como a Juju gosta. Preparei o alarme pras 4h30 da manhã na fé de conseguir assistir o nascer do sol do farol de Byron Bay. Depois de uma hora de caminhada quase no escuro, eu estava lá vendo os primeiros raios de sol do dia chegarem na Austrália.

Em meia hora pego o ônibus pra terceira parada da viagem, Surfers Paradise. Good Vibes!







Embarquei hoje em uma excursão com mais 11 turistas e um guia cabeludo e descabelado pra fazer o popular passeio. Com o voucher na mão, máquina fotográfica, casaco e banana na mochila, o ônibus já com os 12 me pegou às 8h30 da manhã nas redondezas de casa. Chegamos ao destino em 1h30 de estrada, sendo a primeira hora gasta só pra sair da grande Sidney.
Seguindo o roteiro, paramos para almoço em Katoomba, uma das cidadezinhas mais movimentadas da região. Eu, que não sou burra nem nada, já tinha garantido meu sanduba no início do passeio sem precisar pagar horrores por um pão recheado, como é comum acontecer em qualquer buraco aonde tenha turista com fome.
Esta formação rochosa na foto abaixo é o principal símbolo comercial e cultural de Blue Mountains, são as Three Sisters (As Três Irmãs). Diz a lenda aborígene que três irmãs foram transformadas em rochas pelo pai curandeiro a fim de protegê-las de um monstro do pântano. O pai, por sua vez, ao também buscar outra forma de livrar-se da fera, perdeu seu instrumento de magia e até hoje continua a procurá-lo pela floresta com a esperança de trazer suas filhas de volta à vida.



A
