quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Curtas da semana
Além da informação meteorológica de hoje, trago também um comentário que pode matar a curiosidade dos apreciadores da culinária exótica. Eu experimentei carne de canguru! Ao contrário do que imaginava, sentí o mesmo remorso que comer uma suculenta picanha, ou seja, nenhum. A carne é macia e o sabor lembra carne de vaca, porém é mais forte e adocicado. Não vejo a hora de saborear o próximo prato típico da região. Será que coala também vai pra panela?!
domingo, 19 de outubro de 2008
Rala Juliana
No restaurante, usando um uniforme vermelho-escuro e um sapatinho de boneca horroroso (do estilo que só as minhas amigas sabem como eu não simpatizo), limpo, seco, varro, ponho a mesa, tiro a mesa e durante as nove horas de serviço de pé penso “que droga, não preciso disto, mas que se dane, vou fazer um dinheirinho e me divertir como puder”. Seria estressante se não fosse cômico ouvir aquela libanesada brigando em meio à fumaça, louça suja e galinha frita na cozinha ou ser chamada atenção com um alto “yala Juliana” no meio do restaurante. Que engraçado, eu me divirto.
Por ora, pretendo continuar com este bico por mais alguns fins-de-semana. Qualquer mudança de planos, seja por encontrar outra fonte de salário melhor ou por não agüentar mais aquele cenário de novela “O Clone”, vocês saberão. Que o melhor aconteça. Insha'Allah!
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Carta da Margarida
Continuo em Sidney e continuo sem data pra deixar este lugar. Tenho perambulado centro adentro entre shoppings, cinemas e praças de alimentação, e também cidade afora, tomando cerveja gelada na beira da praia do jeito que o diabo gosta. Como meu joelho não é de ferro e nem o meu bolso um buraco sem fim, tenho freqüentado uma academia e procurado um bico pra fazer um dinheiro enquanto fico por aqui.
Este fim de semana fui ao Cirque du Soleil, outro espetáculo que estava na minha lista de “não voltar para o Brasil sem ir ou fazer”. O circo reúne o melhor da capacidade elástica e equilibrista humana, um show de arte corporal. Circo nota dez. Até o palhaço deles faz a platéia rir. Raro!
Pra terminar a postagem de hoje com mais cor, deixo fotos de um passeio pelo South Head Point, a tranqüila área sul da cidade. Até a próxima! Saudades.



quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Sem idéia para título


terça-feira, 7 de outubro de 2008
Tudo Azul
Depois de dias a céu nublado, hoje fez uma terça-feira linda em Sidney! A foto de cima foi tirada da ponte de Darling Harbour pela manhã. Acordei saltitante com o sol na janela e com a programação do dia pronta na cabeça. Pisei na rua antes das oito horas com a intenção de estar cedo no Taroonga Zoo, mas por sérios problemas particulares de senso de direção, só 2 horas e meia depois cheguei ao zoológico.

Depois de tomar meu rumo de volta pro centro e depois de algumas comprinhas baratas, fui ao cinema IMAX assistir um filme em 3D. Segundo a propaganda deles, é lá que fica a maior tela de cinema do mundo. É oval e grande, mas tenho minhas dúvidas. O vídeo em 3D é o maior barato, e os óculos então, um charme! Mente quem diz não ter vontade de pegar tudo que parece chegar pertinho e não proteger o rosto pra não ganhar uma espirrada d'água.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Caçando com gato
Em dia de chuva, todo improviso é vantagem. O tempo feio ainda não foi embora de Sidney e a tentativa de um piquinique esta tarde no parque foi por água abaixo. Como nunca nem tudo está perdido, a comilança aconteceu na sala de casa mesmo e com direito a toalha florida no chão pra não perder todo o encanto.
Comigo na foto, os anfitriões que tanto me fazem sentir em casa. Grande abraço pro trio! E, aproveitando a melação, outro alô pro amigo Edson Paes, que foi quem fez o meio de campo dessa nova amizade.
domingo, 5 de outubro de 2008
Chega de chuva
Já acordei com uma hora do dia a menos porque o horário de verão começou esta madrugada por aqui. Isto significa que a partir de agora ganho mais uma hora de sol pra aproveitar a temporada na Austrália.
Bom, esta horinha hoje valeu tanto quanto ganhar uma nota de papel do banco imobiliário, porque o tempo continua feio em Sidney. Iria acampar neste fim de semana, mas a chuva melou o passeio. Quem sabe uma outra oportunidade. Não tenho feito visitas a pontos turísticos por estes dias porque prefiro esperar o calor voltar. Acho que vou começar a fazer a dança do sol, quem sabe o astro rei resolve aparecer.
sábado, 4 de outubro de 2008
“Oh chuva, eu quero que caia devagar”


Almocei no famoso Fish Market, um mercado de frutos do mar que também acomoda uma praça de alimentação disputadíssima nos dias de sábado (como hoje).A minha tarde foi preguiçosa. Passei a filme e chocolate na casa onde estou hospedada. Já a noite foi mais agitada, fui a alguns bares da cidade conhecer a vida noturna da city. Aqui não falta opção pra cair na noite! Ah se minha cidadezinha tivesse um quinto disto tudo...
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Dia de sol
Com essa animação toda não acordei muito cedo hoje, mas no fim da manhã fui conhecer o Chinatown, o bairro asiático onde você encontra comida barata e todas as outras mercadorias existentes na cidade a preço de banana. Dei uma geral pelas redondezas e planejei voltar outro dia pras minhas compras "made in china".
Hoje ainda dei meu primeiro mergulho no Oceano Pacífico. Estou batizada! Fui à Coogee Beach com amigos brasileiros, que por sinal fazem um bom barulho por aqui. A comunidade brazuca é grande em Sidney, tem que cuidar com os comentários maldosos nas ruas senão é capaz de levar tapa na orelha. Abaixo, um pedaço de Coogee Beach vista de um dos vários cafés que beiram a praia.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Cartões-postais de Sidney
Ficar de frente pra Opera House foi ver meu sonho em “carne e osso”. O sentimento de conquista fez arrepiar. Depois de tantos anos com aquela imagem na cabeça, finalmente fiz parte do cenário. Falar assim parece mais dramático que novela mexicana, mas não tem sensação igual a conseguir realizar o que se muito planejou. O suspiro é tão fundo que não cabe no peito!
A Opera House é uma casa de apresentações cênicas, de dança e música que deve sua fama principalmente pelo formato único da construção. Não precisa ser bom entendedor de arquitetura pra imaginar a aventura que foi construir um prédio assim, em curvas e todo recortado. No total, a casa abriga cinco teatros, sendo dois deles bem grandes e reservados pra eventos top de linha. Dá pra assistir uma peça ou um show por AU$39,00 ou pagar mais que AU$200,00 por um bom lugar numa boa apresentação. Eu fiz o passeio guiado por dentro da Opera House e conheci as estruturas de cada concha da casa. É impressionante como todos os detalhes são pensados pra dar o melhor da visão e do som pros espectadores. O tipo de madeira, o formato da poltrona, iluminação, um espetáculo de projeto.
A construção da Opera House foi um desafio pra Sidney, envolveu muita gente e muito dinheiro e passou por boas complicações. O arquiteto que venceu o concurso deixou a cidade antes da casa ser concluída, pois se decepcionou com as críticas em relação a demora da construção. Enfim, dez anos mais tarde a casa foi inaugurada pela rainha britânica com o mínimo de alterações do projeto original, e até hoje o arquiteto nunca voltou a Sidney pra ver sua obra prima completa.Na outra parte do meu dia vocês não imaginam o que aprontei. Fui sim conhecer a Sydney Harbour Bridge, mas nada de museu ou historinhas, eu escalei a ponte! O passeio chama Bridge Climb e a empresa responsável ganha uma nota preta levando grupos de turistas de 10 em 10 minutos pro topo da ponte. São 3h¹/² entre receber todos os equipamentos e instruções de segurança, “conhecer a nova família” e a subida em si. Fui no melhor horário possível do passeio, peguei a cidade iluminada com a luz do dia, o pôr-do-sol (todos na ponte pararam por 5 minutos pra contemplar o momento), as luzes começando a acender e Sidney at night, toda iluminada. Lindo de ver!
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Sidney dos sonhos
Se existe cidade mais maravilhosa que Sidney ainda não começaram a espalhar. É tudo como nas revistas: prédios modernos, ruas limpas, pessoas alegres, coala, canguru e por aí vai. Tenho certeza de que vou passar muito bem por aqui. O que eles chamam de "espírito da Austrália" realmente é exclusivo!

Amanhã pretendo conhecer a Opera House, o teatro que tem a arquitetura única no planeta. Até, leitores!
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Good day Sydney!
Tenho boas notícias. Já estou na casa da querida brasileira que irá me hospedar por uns dias. Fui recebida com arroz, feijão e bife! Parecia que estava tendo uma visão. Uma delícia! Demos uma volta pela cidade e tomamos um café. Amanhã começo o meu roteiro de turista e logo trarei fotos da moderna e encantora Sydney. Já estou amando este lugar. Até breve!
*Na mitologia grega, o deus do sono.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
AUSTRÁLIA
As 19 horas pareceram 19 dias. Fora ficar de ponta cabeça, em todas as outras posições humanamente possíveis eu fiquei. Pousar em Cingapura e não poder ver a cidade além do vidro foi uma pena. Eu morei lá há mais ou menos dez anos atrás e rever minha segunda casa seria maravilhoso. Quem sabe um outro dia...
Quando o avião aterrizou em Sydney, chorei emoção. Foi difícil não ter ninguém pra dividir um abraço e um estérico "AAAAAHH!! NÃO ACREDIIITOOO!!!" e ter que engolir cada palavra, mas gritei por dentro.
Em Sydney vou ficar hospedada na casa de uma brasileira, mas como hoje nos desencontramos, vou passar a noite em um hotel. Vai ser bom dormir em uma cama outra vez. See ya later, mate!
domingo, 28 de setembro de 2008
Noite a frio e fome
Eram 9hs da noite de ontem quando, depois de fazer quilômetros pelo aeroporto enquanto esperava a tarde passar, sentei-me em um banco em meio à muvuca e liguei o computador. Postei no blog, respondí e-mails e fiquei de conversa no MSN até tarde da noite. Quando fechei o laptop já era meia-noite e eu era a única alma viva no aeroporto. Horas passaram e não percebí a movimentação ir acabando, só restou um guarda e a esteira rolante funcionando.
Como ainda tinha uma noite toda por alí fui sem pressa atrás de um lanche qualquer para matar a fome. Surpresa, todos os restaurantes estavam fechados. Com razão, pois o aeroporto fecha durante a madrugada, então ninguém 'deveria' estar por alí. Encontrei máquinas de café e chocolate pelo caminho, pensei 'beleza'. Contei minhas moedinhas e eu tinha €0,75 na mão, o que não era nem metade do que precisava para comprar o cafézinho mais barato. Não podia sacar dinheiro, pois as máquinas não aceitavam notas e, como tudo estava fechado, não teria aonde trocar dinheiro.
Andei mais um pouco já com cara de quem queria comer e não podia e avistei uma máquina de pirulitos. Cada custava €0,50! 'Achei minha janta', pensei. Minha alegria durou muito pouco, pois a máquina só aceitava moedas de €0,50 e como a Lei de Murphy existe minhas moedas eram todas de qualquer outro centavo, menos de cinquenta.
Enchí a barriga com água do bebedouro e procurei uma cama. Achei um cantinho atrás de uma fileira de bancos e dormí alí mesmo. O chão estava gelado e o travesseirinho de pescoço chegava a qualquer lugar, menos na cabeça. Foi uma noite do cão, mas passou rápido. Às 6hs da manhã eu já estava brincando de ir para lá e para cá na esteira esperando uma boa alma abrir um café. Mc Donald´s foi o primeiro e salvou a minha barriga. Foi a comida industrializada mais gostosa da minha vida!
sábado, 27 de setembro de 2008
Fim da segunda etapa
Olá! Escrevo do terminal quatro do aeroporto de Madri, na Espanha. Termino hoje a minha viagem pela Europa. Uma data interessante pra encerrar a segunda etapa da trip: dia 27, exatamente três meses depois de deixar o Brasil. Desembarquei aqui às 14 horas e aqui fico até às 8h45 de amanhã, quando pego o vôo para Austrália, com conexão em Londres.Já nestas primeiras horas de espera apareceu um passatempo pra eu me distrair: a minha passagem foi toda comprada com a companhia aérea British Airways, mas de balcão em balcão descobri que não é ela quem irá me leva até Londres e nem até Sydney, mas sim outras duas: Iberia e Qantas. Foi um rolo de duas horas, três atendentes e três vezes contando a mesma história, mas conseguí fazer check-in pra ambos os vôos. Suspirei de alívio e de dei uma olhada de mãe vendo o filho partir pra minha mochila indo esteira abaixo. Espero que ela chegue comigo desta vez.
Quem quiser acompanhar o round three dessa aventura, não se avexe e apareça por aqui de vez em quando. Um abraço a todos conhecidos ou não que me escreveram neste trimestre mesmo não recebendo resposta e também a todos os amigos que até hoje não mandaram sinal de vida. Orações e dedos cruzados são bem-vindos! Obrigada pela companhia e nos falamos de novo na terra dos cangurus!
Balanço dos dias pela Europa
Como mochileira de primeira viagem, gastei as vezes sem precisar e perdí de visitar belos lugares por falta de preparo. Mas, em geral, acho que o saldo foi positivo, fiz meu papel de buscadora de informação. E quanta informação! Acho que se eu pensasse em ir a mais um museu, meu cérebro se fingiria de bobo.
Agora, de todas as paisagens lindas que estive, todos os lugares históricos que conhecí, todas as emoções e delícias gastronômicas que experimentei, sabe o que foi o melhor? As pessoas com quem conversei. Não adianta querer conhecer o mundo só com os olhos, é gentil e inteligente dar ouvido a quem tem algo pra contar. É nas pessoas que estão as boas histórias...
Abaixo algumas opiniões pessoais sobre onde passei:
Os Mais e os Menos da Europa
Cidade que mais gostei - Amsterdã/HOL
Cidade que menos gostei - Berlim/ALE
Cidade mais cara - Paris/PAR
Melhor albergue - Amsterdã/PAR
Pior albergue - Roma/ITA
Cidade mais limpa - Berlim/ALE
Pessoas mais agradáveis - Holandeses
Pessoas mais desagradáveis - Alemães
Melhor transporte público - Barcelona/ESP e Berlim/ALE
Muitos falam inglês - Holanda
Poucos falam inglês - França
Mulheres mais bonitas - Holandesas
Homens mais bonitos - Italianos
Os mais bem vestidos - Italianos
Os mais mal vestidos - Alemães
Pontos Altos
Palau de la Musica Catalana (Barcelona/ESP)
Tourada (Madri/ESP)
Show de Flamenco (Madri/ESP)
Museu do Louvre (Paris/FRA)
Moulin Rouge (Paris/FRA)
Casa de Anne Frank (Amsterdã/HOL)
Berliner Oktoberfest (Berlim/ALE)
Campo de Concentração (Berlim/ALE)
Vaticano (Roma/ITA)
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Arte e história em Florença
Ainda em Roma, quase perdí o trem que saía às 8h30, aquele da passagem comprada ontem com a mal-amada (a macumba deve ter sido das brabas). A três minutos da saída, descobrí que estava de olho no painel das chegadas e então cruzei a estação mais rápido que o Jaspion costurando todo mundo até a primeira plataforma. Sentei na minha poltrona e o trem saiu. Um segundo de bobeira a mais e eu ficava.Bom, em Florença conhecí muito pouco de tudo o que a cidade tem pra oferecer. Estive no Palazzo Vecchio, um edifício civil muito decorado (do piso ao teto, inclusive) construído em 1299 e que já foi sede de figuras importantes de lá; a Piazza della Signoria, com obras de arte expostas à ceu aberto, uma loucura; na Igreja de Santo Spirito de 1444; e na principal atração de Florença e que a faz levar o título de berço mundial do Renascimento: a Galeria dos Uffizi (1h30 de fila), um museu que abriga hoje obras de importantes nomes como Leonardo Da Vinci, Botticelli e Michelangelo. É uma honra ver de perto tanta história.
Esta foto foi tirada do Ponte Vecchio, a ponte mais antiga da cidade e que é carregada de lojas de jóias de uma ponta a outra.
Bom, depois de um bom almoço e um sorvetão italiano voltei com vários minutos de antecedência à estação e peguei o trem para o minha última noite na capital italiana.*Acho que fiquei devendo boas fotos hoje, mas acreditem: Florença é sim uma cidade linda. Talvez porque esta tarde a solidão bateu forte e me deixou meio "borocochô". Enfim, bola pra frente porque atrás vem gente. =]
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Day-off
Na estação então, comprando a passagem pra amanhã, fui tão mal atendida por uma outra mal-amada que saí de lá bufando de raiva. Então, voltei e enfrentei a fila de novo só pra dizer que ela deveria tratar as pessoas com mais educação, e fui embora. Fez bem pras minhas células.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Eu ví o Papa!
Então, meio desorientada, entrei por um portãozinho e sentei bem no meio da Praça São Pedro. Fiquei observando a multidão tomar conta do lugar, quando vi o que pareciam ingressos na mão de todo mundo. Sei lá se precisava de permissão pra entrar, de certo se deve reservar com antecedência um lugar. Como eu não sabia e ninguém me barrou, fiquei quietinha esperando o Papa chegar. E lá veio ele no carrinho Papal acenando pra todo mundo. Eu também mandei o meu tchauzinho pro Papa. E mais, quando ele citou o Brasil eu levantei e mandei um assovio caprichado! Meu fi-fi-fi-fiu fez eco no Vaticano. Haha!

Um recado pra minha querida família: papi, mamis, Celo e haury... vocês estavam todos comigo!
Depois de tudo isso, eu não precisava de mais nada pra fazer a viagem a Roma valer a pena. Mesmo assim, não perdi de conhecer a Capela Sistina nos Museus do Vaticano, onde fica o teto pintado por Michelangelo, sua obra mais famosa. Pena que lá não se pode tirar foto, mas se meu comentário for válido eu digo que a pintura é das mais bonitas que já vi. Como é legal ver de perto tantos marcos da história!
À noite fui jantar mais uma massa italiana com vinho na companhia de um amigo de Senegal que fiz no albergue. O cara vem daquelas famílias pobres africanas e, do zero, abriu sua própria empresa e hoje viaja o mundo inteiro fazendo negócio com grandes celebridades políticas e artísticas que a gente só vê pela TV. Parabéns pra ele! É cada história de vida que se ouve conhecendo tanta gente assim, incrível.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Roma Antiga
Devo ter feito quilômetros hoje percorrendo os principais pontos turísticos de Roma. Comecei pelo famoso Coliseu, o anfiteatro que sediava combates mortais entre gladiadores e entre animais selvagens no século 1° d.C. Que jeito mais esquisito de se divertir, eu hein. Eu não tinha noção da imponência da construção e, pra falar a verdade, de que tipo de “apresentação” acontecia lá dentro. Os espetáculos eram oferecidos gratuitamente ao público pelo imperador e por cidadãos ricos. A arena suportava 55 mil expectadores e foi construída em quatro níveis, sendo que os lugares do primeiro eram reservados pros bam-bam-bans da época. A arquitetura e os sistemas de elevadores, jaulas e labirintos descobertos em escavações no século 19 são impressionantes.
Estive também no Palatino, um monte onde a aristocracia romana morava e os imperadores erguiam seus palácios. Lá se vê os “restos mortais” das construções. A impressão que dá ao caminhar entre as ruínas é de entrar num filme desses antigos. Ao lado do Palatino, visitei o Foro Romano, o centro da vida política, comercial e judicial da Roma Antiga, também todo em ruínas. Soa óbvio, mas é interessante pisar em um lugar tão antigo e ainda assim ver como se parecia. Gostei!
Resumindo o restante do dia: estive na escadaria que é cartão-postal de Roma, a Scalinata di Spagna, que liga a Piazza di Spagna à igreja Trinità dei Monti; na Fontana di Trevi, a mais famosa fonte de Roma, cheia de moedas jogadas por turistas bobos atrás de desejos atendidos (eu também joguei a minha); e no Pantheon, “templo de todos os deuses”, a construção antiga mais conservada da cidade. No topo do templo, uma abertura redonda é a única passagem de luz. Quando chove, um sistema de aberturas no piso canaliza a água pra rua. E, coincidência ou não, chovia quando fui, então pude ver como tudo funciona.
