(Um parênteses pela cultura: Fraser Island fica localizada na costa de Queensland, possui uma área de 140km de comprimento e 25km de largura e sua paisagem é composta por montanhas, vales, florestas tropicais e lagos de águas cristalinas. Infelizmente o mar de Fraser é habitado por carnívoros tubarões e águas-vivas fatais e cruéis nesta época do ano, o que impede os turistas de caírem na água).
Deixamos a cidade de Hervey Bay de balsa na manhã do dia 4 em uma van 4x4 com nove pessoas, mochilas, barracas, fogão e comida. Antes de sairmos da civilização, enchemos um carrinho de supermercado pra alimentar a tropa pelos três dias. Os dois primeiros dias foram fartos como banquete de rei, mas no 3° o nosso estoque de comida baixou em variedade e acabamos tendo combinações exóticas pra matar a fome, como pepino com pasta de amendoim.
Dirigimos os três dias pela beira da praia. Uma delícia! Eu também peguei o volante e representei as calcinhas do grupo pilotando na areia. Conhecemos os lagos Wabby, Garawongear e Mckenzie, além das Champagne Pools, piscinas naturais na beira da praia que parecem taças de frizante quando a onda bate com força. À noite, lual sem fogueira (é proibido queimar madeira da ilha), céu estrelado, vinho e barulho de mar. No primeiro dia deixamos as barracas pras moscas e deitamos nos sacos de dormir na beira da praia. Mais frio que cidade gaúcha no inverno, mas especial!
Na tarde do dia 6 pegamos a balsa de volta pra cidade loucos por um chuveiro e uma cama, mas cheios de história e lembrança. Com vocês, o espírito de Fraser:





Lago Mckenzie








A empolgação com o lugar foi tanta que combinamos de assistir o nascer do sol na manhã seguinte. Às 4h do outro dia estávamos zumbizando de pé. Quando chegamos ao ponto às 5h o sol já tinha levantado, mas mesmo assim valeu super a pena. Foi energizante. Nunca vou me esquecer.
Neste mesmo segundo dia fui ao Australia Zoo, o zoológico do Steve Irwin, o maluco do Crocodilo Dundee. Dei cenoura pra elefante, tirei foto com jacaré, vi o show dos crocodilos, fiz cafuné nos coalas e fiquei no meio dos cangurus. Coisas que não se faz todo dia.
O terceiro e último dia em Noosa não foi longo. Às 10h da manhã fizemos check-out do albergue e em menos de 2h já estávamos na estrada outra vez. 



Hoje, dia 28, finalmente consegui lagartear por uma hora na pra praia de Byron Bay. A previsão do tempo se enganou tremendamente e ao invés de trovoadas a sexta-feira amanheceu como a Juju gosta. Preparei o alarme pras 4h30 da manhã na fé de conseguir assistir o nascer do sol do farol de Byron Bay. Depois de uma hora de caminhada quase no escuro, eu estava lá vendo os primeiros raios de sol do dia chegarem na Austrália.

Em meia hora pego o ônibus pra terceira parada da viagem, Surfers Paradise. Good Vibes!







Embarquei hoje em uma excursão com mais 11 turistas e um guia cabeludo e descabelado pra fazer o popular passeio. Com o voucher na mão, máquina fotográfica, casaco e banana na mochila, o ônibus já com os 12 me pegou às 8h30 da manhã nas redondezas de casa. Chegamos ao destino em 1h30 de estrada, sendo a primeira hora gasta só pra sair da grande Sidney.
Seguindo o roteiro, paramos para almoço em Katoomba, uma das cidadezinhas mais movimentadas da região. Eu, que não sou burra nem nada, já tinha garantido meu sanduba no início do passeio sem precisar pagar horrores por um pão recheado, como é comum acontecer em qualquer buraco aonde tenha turista com fome.
Esta formação rochosa na foto abaixo é o principal símbolo comercial e cultural de Blue Mountains, são as Three Sisters (As Três Irmãs). Diz a lenda aborígene que três irmãs foram transformadas em rochas pelo pai curandeiro a fim de protegê-las de um monstro do pântano. O pai, por sua vez, ao também buscar outra forma de livrar-se da fera, perdeu seu instrumento de magia e até hoje continua a procurá-lo pela floresta com a esperança de trazer suas filhas de volta à vida.