domingo, 8 de fevereiro de 2009

Thaipusam

Namasté! Na minha opinião leitores, vocês tão lendo a postagem cutural mais interessante de toda a minha viagem. Se não pelo texto, pelas fotos que já expressam tudo. Mostro hoje o Thaipusam, um festival religioso muito diferente do que a gente é acostumado a ver no Brasil.

O Thaipusam é um evento anual do hinduísmo que celebra o deus Murugan e o poder do bem sobre o mal. Para os hindus, Murugan, filho da deusa Shiva, simboliza valor, beleza, juventude, vitalidade, masculinidade e felicidade.

Os fiéis manifestam sua devoção por meio de uma procissão onde famílias peregrinam levando oferendas e altares. Os homens carregam andaimes fincados no corpo, além de perfurarem boca, língua e outras partes do rosto. Impressionante! Apesar disso, não sangram e não sentem dor (dizem), pois entram em transe antes do evento começar.

Eu acompanhei parte da procissão e da concentração no templo. Foi a celebração cultural mais forte que já presenciei. No templo a batucada de tambor, pandeiro e apito, misturada com os mantras gritados gerava um clima pesado, mas de incentivo ao momento tenso de preparação dos representantes. Intenso!

Com vocês, um pouco da cultura hindu. Thaipusam! Senta que lá vem foto.
Templo - Início da procissão
Preparação no templo
ProcissãoCalçados na porta do templo. Algum par familiar?
Entrando no clima

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Bugis Village

Bugis Village é mais uma região tentadora de compras em Cingapura. É formada por um conjunto de ruas que oferece desde jóias para madames a qualquer produto imaginável a preço de camelô. É lá que fica o Bugis Junction, um shopping de rua com ar-condicionado, a Victoria Street e suas boutiques, e a famosa Bugis Street, uma feira de rua eclética e interminável.

Na Bugis Street se vê de tudo: roupa, banana, pomada para calo, triturador de verduras, magos leitores de fortuna (pode?), artistas de rua, além dos curandeiros que dão aulas de medicina alternativa com suas ervas e varinhas de condão.

Enquanto caminhava, tinhava foto, dava risada daquela bagunça boa, ví a estátua de um Buda no meio do caminho. Era o Buda da fortuna, mais acariciado que ele pelos chineses não tem. Foi difícil conseguir uma brecha para fazer a foto. Olha eu aí garantindo minha grana!

Lá também fica um templo budista onde ví centenas de chineses acenderem seus incensos e fazerem suas orações. Entrei no templo, mas fotos eram proibídas. Fiquei me coçando para registrar tudo. Quem sabe ainda consigo antes de ir embora.

Da água pro vinho, ou do vinho pra água: Até 1980 a Bugis Street funcionava como a Av. Costa e Silva de Campo Grande ou o Bairro da Luz Vermelha de Amsterdã, era point de prostitutas e travestís da cidade. Com a desaprovação das tais "atividades" por parte do governo, a rua foi demolida em 1980 para dar espaço à uma estação de metrô. Em 1991 foi reconstruída e deu lugar a este mundo de comércio que vocês viram.

No fim da pernada, almoço chinês conforme mandou o clima do passeio.

Momento degustação: Hoje ainda provei um doce de Durian, a fruta que eu disse ter sabor do céu e cheiro do inferno. Disfaço a mentira e digo que ela vem toda do capeta! Mesmo eu sendo fã de gastronomia cutural achei a experiência... repugnante.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Imagens da Índia

Namasté*! Estive hoje em um pedacinho da Índia, o bairro indiano de Cingapura. Um lugar movimentado, barulhento, de compras e povo alegre. Roupas típicas, templos, restaurantes na rua, borracharia ao lado de relojoaria, ao lado de mercado de verduras, ao lado de loja de souvenir. Uma bagunça! Parece a Bolívia, mas com um ar muito mais místico e interessante. E foi só descer da estação de metrô para sentir o cheiro inconfundível de curry, incenso e suor que só a Little India tem.

Estou sabendo que a moda indiana está fazendo a cabeça da mulherada no Brasil depois que a Juliana Paes resolveu virar a Maya da 'Caminhos da Índia'. Meninas, a Little India é o lugar para torrar a grana!

E para fechar a visita com todos os direitos, almocei comida indiana e voltei para casa com uma tatuagem de henna no pé.

No próximo domingo eu volto à Little India para assistir o Thaipusam, um festival indiano de devoção aos deuses, onde homens fincam seus corpos com ganchos e carregam andaimes durante horas de procissão. Eles não sangram ou sentem dores, pois entram em transe antes da cerimônia começar. Eu já assistí uma vez, as cenas são chocantes e impressionam. Não vou perder a chance de rever!

*Namasté - Saudação indiana.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Túnel do tempo

Sem indianos cara pintada ou comprinhas no mercado chinês, hoje fui rever minha antiga casa, onde passei dois anos há uma década atrás. Parc Oasis, Bl F #12-04. Ai que saudade boa! Não me deixaram entrar no condomínio, já até imaginava (estes chineses desconfiam até da própria sombra), mas fiquei olhando o prédio igual besta pelo lado de fora.

Estas palmeiras eram do nosso tamanho. Agora já devem ter uns dez metros de altura. Não foi só a gente que cresceu.

Essa é a passarela por onde eu e meus irmãos passávamos todos os dias para pegar o metrô para ir para a escola. Daqui a gente dava um tchauzinho pra nossa mãe, que abanava da janela. Tchau mãe!

O Chinese Garden era a estação de metrô que ficava na frente do condomínio, nosso meio de tranporte principal. E do outro lado ficava (fica ainda né) o Jardim Chinês.

* Feliz Aniversário tia Luciana! Estou sabendo que a Renatinha já vai até na escolinha. Que moça!
* Tau, faz beicinho que a prima manda beijo! Rss. Saudades!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Ritual hindu

Tive que voltar hoje ao Chinatown para trocar uma roupicha que não coube na gordinha aqui e acabei indo de novo ao templo hindu depois de ouvir uma batucada que atiçou minha curiosidade. Era um ritual de bênção onde os fiéis assistiam um representante banhar as estátuas do altar com baldes e baldes d´água e depois untavam as suas testas passando antes a mão no fogo e em potes contendo o que imagino óleos e cinzas. O som era forte e alto e o ambiente tinha um clima místico no ar. Eu estava concentrada assistindo tudo, mas não conseguí deixar de achar engraçado quando o indiano que "afogava" as estátuas afastou o manto que cobria 'as partes' de uma para lavar lá também.

Quando o ritual todo acabou, vestí meu calçado na porta do templo e fui atrás de um restaurante que fazia a cabeça da minha família (e de toda a brasileirada que também morava aqui) há dez anos atrás. Família, lembram do Marchè?! Ele não está mais no mesmo lugar, mas as ilhas de comidas continuam as mesmas tentações. Eles ainda têm a sopinha de mushroom, o crepe, a batata rosti, a mesa colorida de doces...

Curiosidade: Cingapura é conhecida como a cidade das multas, aqui se paga por desde importe de drogas (neste caso paga-se a vida) até ser pego cuspindo no chão. O importe de chicletes também é proibido. Em Cingapura não existe chiclete para vender desde 1992, quando o governo alegou que os chicletões não jogados no lixo sujavam a cidade e de certa forma prejudicavam os sistemas de transporte. A lei foi revisada em 2004 e desde então tornou-se permitida a venda de chicletes com fins terapêuticos (dentais e de nicotina) nas farmácias, desde que você deixe seu nome registrado.

Esta placa dos proibidos abaixo, por exemplo, é encontrada nas estações de metrô. Mostra o valor da multa para quem fuma, come e bebe, transporta produtos inflamáveis e a fruta 'durian' no local. Sim, fruta. Dizem que a durian tem o sabor do céu e o cheiro do inferno, por isso não pode ser carregada em ambientes públicos fechados.

Este sistema todo de controle pode parecer exagero, mas é o que mantém o povo de Cingapura na linha e contribui para o desenvolvimento do país. Régras fiscalizadas funcionam.

* O alô da coluna social do dia vai para a Andria, o Jairo e o Varela, que inclusive também já comeu grama. Grande abraço pessoal!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Chinatown

Hoje estive no Chinatown, o bairro chinês de Cingapura, um dos meus locais favoritos da cidade. É lá que se vê a verdadeira Cingapura, as pessoas, a cultura e culinária do povo chinês, raça que representa 70% da população por aqui.

O bairro está todo decorado por causa do Ano Novo Chinês, que foi comemorado no dia 26 de janeiro. Dei sorte de estar aqui nesta época! Além das ruas enfeitadas, os chineses parecem ficar bonzinhos neste período (para agradar seu Deus em troca de um bom ano), então as inúmeras lojas de artigos asiáticos também entram no clima e em desconto. Eu acho interessante... Realmente percebí uma simpatia incomum no humor da chinesada, ganhei até uma laranja de uma vendedora. Me sentí lisonjeada, geralmente eles não tem fama de darem algo sem troca.

Queria almoçar um prato exótico, mas não encontrei, só satisfiz meu gosto pelo diferente provando um bolo de bambu para sobremesa. Sem graça, coitado do bolo. Parecia uma gelatina sem açúcar e com gosto de grama (sim, eu já provei grama, quem nunca provou?).

Ainda no Chinatown encontrei um templo indiano com todas suas imagens de deuses com vários braços e bichos de várias cabeças. Tirei meu calçado na porta do templo (tem que entrar descalço) e explorei o ambiente carregado, colorido e místico da religião. A primeira vez que visitei um templo hindu há dez anos tive taquicardia de tão pesado que o lugar era, desta vez já era macaca velha e curtí mais a experiência. Mesmo assim, porém, a energia forte me deixou fraca e fui embora do templo tremendo. Eu hein!

Fato marcante da viagem
Hoje comí feijão preto pela segunda vez em sete meses! Que saudade que eu estava! A primeira foi em Sidney, quando fui recebida pela Dani. Beijos querida!

Aos leitores campo-grandenses
Estou sabendo que amanhã, dia 3 de fevereiro, uma comissão da FIFA vai visitar Campo Grande para analisar a cidade como possível sede da Copa do Mundo de 2014, que acontece no Brasil. Sei que a campanha é vestir as cores da bandeira do Brasil, então meu povo vamos colaborar e colorir as ruas de verde e amarelo!